sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

BEM VINDOS CALOUROS 2010!

O resultado do Vestibular 2009 da UFPR foi divulgado nesta sexta-feira, dia 9, às 14h no prédio do Núcleo de Concursos da Universidade, campus Agrárias — Rua dos Funcionários, 1.540. Após a divulgação do resultado houve o tradicional banho de lama e muita festa para os calouros no local.

Em Matinhos, a UFPR Litoral também organizou a distribuição da lista de aprovados através do jornal Gazeta do Povo.

Registro acadêmico

O registro acadêmico dos novos alunos acontece entre 26 de janeiro e 3 de fevereiro (dependendo do curso em que o candidato foi aprovado) na Pró-Reitoria de Graduação localizada no Prédio Histórico da instituição, Praça Santos Andrade. A primeira chamada complementar será divulgada no dia 12 de fevereiro.

Neste vestibular a UFPR oferece 5.204 vagas, 1.105 a mais do que no concurso anterior, o que representa um aumento de 27%. No total 43.509 candidatos se inscreveram para o Vestibular 2009 e 15.809 foram aprovados para a segunda fase do concurso




Abaixo a lista dos aprovados na T.O.!


Bem vindo a todos e a todas e parabéns pela conquista!


034829 AMANDA BITTENCOURT LOPES
034642 ANA ENAUREA PLANTES MACHADO
034830 ANA LARISSA DE OLIVEIRA
034673 ARIADNE TAMARA BEDIN
034840 ARYANE MACHADO DIAS
034834 BRUNA FATIMA DE FREITAS
034717 BRUNA ROBERTA LESSA SCHNEIDER
034766 CAMILA AMANDA DOS SANTOS
034787 CARLA BEATRIZ DE SOUZA
034761 CLAUDIA JOSIANI DOS SANTOS ZALTRAO
034599 CRISTHIANY BOLLMANN
034789 DANIELLE KICHILESKI SANTOS
034842 DEBORAH CRISTINA FRANCA
034690 DIEGO DOS SANTOS QUERINO
034606 ELISA PINHEIRO SCHRADER
034708 EMANOELLE ALINE OLIVEIRA DE SOUZA
034715 ESTEFFANY NOHAM ALVES DE SOUZA
034626 EVERTON MESSIAS BUENO
034704 FERNANDA MARILIS HARUE NAGANO
034628 FERNANDA PERCEGONA
034701 FERNANDA VISINONI TAPADA
034831 FRANCELAINE LOPES ROBERTO
034636 FRANCIANE DERKOWSKI SILVA
034591 GESSICA CRISTINA CONOR
034843 GIOVANA CASAGRANDE
034597 ISABELA DA SILVA PEROTTI
034809 ISABELA VINHARSKI SCHEIDT
034647 JANAINA CRISTINE FOGIATO
034735 JAQUELINE TACIANE CARDOSO
034671 JEANELYS RIBEIRO MARTINS
034577 JESSICA LUIZA MATTIA
034583 JESSICA MACHIOSKI
034736 JESSICA RIBEIRO PIZZA
034762 JESSICA ROESSLE GUAITA
034603 JUAN CARLOS NUNES LOPES
034698 KARINA DA ROSA
034767 KARLA DA SILVA PEREIRA
034769 KLICIE KARINE JORGE
034610 LAILA UEMURA
034818 LENITA RIBAS
034747 LUCIANA DE FREITAS BRITES
034580 MARIANA ARRAIS GALEANO
034792 MARINA MARCONDES BRAGA
034823 MARINA MENEZES BORN
034737 MARINA RODRIGUES LIMA
034812 MARINA SENTONE MAURUTTO
034705 MICHELE THIELMANN HEINRICHS
034841 NATHALIA RODRIGUES CARDOSO
034600 NICOLE RASERA
034777 PAULA GOMES DE SA
034712 PRISCILA CARDOSO DA SIQUEIRA
034680 PRISCILA SILVANO MARTINS
034768 PRISCILA ZULATO DE OLIVEIRA
034786 PRISCILLA LUVIZOTTO F DA SILVA
034713 RODRIGO MASSOQUETO
034722 ROSANGELA DE FATIMA DO PILAR
034672 SILVIA SAYURI TABUSE
034682 STELA MALKO
034688 SUELLEN MERENCIO DA SILVA
034707 THAYS IZADORA BORTOLOSO DA SILVA

terça-feira, 12 de janeiro de 2010

Caminhar é preciso



Uma pessoa sedentária dá 5 mil passos por dia. Há quem faça menos ainda. Já os passos diários de quem é ativo chegam a 10 mil. Essa é a quantidade mínima recomendada para que a atividade física traga benefícios à saúde. Caminhar pode até parecer banal, mas é a maneira mais fácil de se cuidar e um dos comportamentos mais saudáveis.

Estudos mostram que aqueles que adotam esse hábito têm menos gordura corporal, menor pressão sanguínea e melhor tolerância à glicose. "É um grande engano achar que caminhada é uma atividade de pouco resultado", ressalta Marcos Gonçalves de Santana, educador físico e pesquisador do Centro de Estudos em Psicobiologia e Exercício (Cepe), da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).

Para Marcos, caminhar é também uma forma de manter-se ativo e, consequentemente, preservar a capacidade fisiológica. Explica que a construção fisiológica do corpo ocorre até os 30 anos. A partir daí, a atividade física é fundamental para a manutenção corporal. Portanto, quanto mais ativo, melhor o funcionamento muscular, cardíaco e respiratório.

"Quando preservamos essas capacidades, há menos ocorrências de fadiga, mau humor, depressão. Além disso, reduzimos os fatores de risco que levam à obesidade, hipertensão, diabetes, consideradas doenças modernas", avisa. Com a vantagem de a caminhada ter baixo impacto, diminuindo os riscos de lesões, desde que se use tênis adequado.

O diretor científico e o presidente do Centro de Estudos do Laboratório de Aptidão Física de São Caetano do Sul (Celafiscs), respectivamente, Victor Keihan Rodrigues Matsudo e Timóteo Leandro de Araújo, destacam a importância do uso do pedômetro (aparelhinho que conta os passos) como auxiliar importante da caminhada, no artigo Pedômetro: Uma Nova Alternativa de Prescrição Médica.

Segundo os autores, estudos mostram que houve um aumento da atividade física entre pessoas que passaram a usar o pedômetro na contagem dos passos diários. A razão é simples: esse procedimento motiva, ao mesmo tempo em que ajuda a controlar e comparar a evolução da caminhada. Isso faz uma baita diferença para quem está tentando abandonar o sedentarismo.

Não por acaso, o endocrinologista Alfredo Halpern é um dos grandes incentivadores do pedômetro, também conhecido por passômetro, entre seus pacientes. Fã desse aparelhinho, passou a usá-lo diariamente. "Quem não tem tempo de ir a uma academia ou parque pode contar passos, o que funciona como importante referencial", diz o médico.

O preparador físico Renato Dutra, da assessoria esportiva Ação Total, desenvolveu um programa de caminhada com contagem de passos entre os funcionários de uma empresa fabricante de fios e cabos, localizada em São Paulo. Após seis meses, a saúde daqueles que começaram a introduzir a caminhada no dia a dia deu um salto qualitativo: houve aumento do bom colesterol, e redução da pressão arterial e de medidas corporais.

"A ideia era fazer com que os sedentários iniciassem uma atividade física sem radicalismo", afirma o preparador. "De nada adiantaria querer transformá-los em atletas, pois o objetivo era estimulá-los para que começassem simplesmente a se mexer."

A CPFL Paulista, geradora de energia para cidades do interior de São Paulo, adota um programa semelhante. Entre suas ações voltadas para a qualidade de vida, distribuiu o contador de passos para 1.500 funcionários, no ano passado. Cada pessoa ganhou também uma tabela para controle e registro diário de suas passadas. "A intenção é incentivar a atividade física, e está funcionando muito bem", atesta o especialista em gestão, Roberto Cardoso Brandão.


Trecho retirado de: http://www.estadao.com.br/noticias/suplementos,caminhar-e-preciso,418811,0.htm

sábado, 9 de janeiro de 2010

Web está mudando o cérebro das crianças


Por Ana Freitas

Ainda não existem respostas exatas. Mas alguns cientistas estudam a possibilidade de o uso da internet e da tecnologia por crianças estar alterando a maneira como nossos cérebros funcionam.

Na verdade, o processo cognitivo que faz o nativo digital se destacar tanto na habilidade com tecnologia é conhecido pelos cientistas, e acontece não só com esse tipo de aprendizado. "A tecnologia é uma linguagem, e as crianças já nascem em contato com essa linguagem. A criança cria redes neuronais muito facilmente, para qualquer linguagem e habilidade", explica o neurologista e psiquiatra infantil Jairo Werner, da Universidade Federal Fluminense. De acordo com ele, os nativos digitais aprendem a imergir na linguagem tecnológica como aprendem sua primeira língua. Eles são os ‘falantes nativos’ dessa ‘língua’, enquanto a geração anterior precisou aprendê-la depois que as redes neuronais já estavam formadas. O neocórtex, região localizada no lobo frontal do cérebro dos mamíferos, é responsável por esse tipo de aprendizado. "(Nas crianças) funções novas estão prontas para serem acolhidas ali, e não há limitação ou alteração. A pessoa constrói uma rede neuronal que vai ser acionada sempre que for solicitada", explica Werner.

Mas há quem acredite que a nova geração não está diferente só nos hábitos. O psiquiatra Gary Small, diretor do Centro de Memória e Envelhecimento da Universidade da Califórnia, em Los Angeles, e autor do livro iBrain: Surviving the Technological Alteration of the Modern Mind ("iBrain: sobrevivendo à alteração da mente moderna pela tecnologia", ainda sem tradução para o português) defende que o cérebro dos nativos digitais passa muito tempo dedicado a tarefas relacionadas à tecnologia. Portanto, essas crianças carecem de contato social, o que as faria deficientes em habilidades cognitivas de comunicação, como por exemplo identificar sentimentos na entonação da voz ou expressões faciais. Logo, os impulsos ligados a essas atividades poderiam estar perdendo força.

A terapeuta familiar Roberta Palermo, por sua vez, aponta o lado bom de usar o computador para bater papo. "Tudo bem conversar via MSN se também houver os momentos de conversa pessoalmente. O MSN pode ser um canal facilitador para o diálogo quando os pais ou os jovens sentem dificuldade para falar pessoalmente o que causa angústia, pode ser o início de uma conversa que será finalizada pessoalmente."

Small também observou que pesquisar no Google ativa áreas no cérebro mais extensas que normalmente não são estimuladas durante a leitura. Seus estudos demonstraram que crianças são melhores tomadores de decisões e têm capacidade maior de lidar com vários estímulos sensoriais ao mesmo tempo. Mas ainda é cedo para dizer com certeza como isso vai mudar o cérebro delas.

E mesmo para quem não é tão amigo da internet, há uma notícia boa: áreas novas do cérebro são estimuladas com uma ou duas semanas de uso do Google. Isso sugere que pessoas de meia-idade também podem desenvolver sua capacidade cerebral com o uso da internet, mesmo se nunca tiverem encostado num mouse antes.


Fonte: http://www.estadao.com.br/tecnologia/link/not_tec3047,0.shtm

sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

Depois de Copenhague, ONU discutirá diversidade biológica em Curitiba



Curitiba também receberá autoridades ambientais
de 16 países para comemorações
do Ano Internacional da Biodiversidade

Algumas das maiores autoridades ambientais do planeta, entre elas o algeriano Ahmed Djoghlaf, secretário-executivo da Convenção sobre Diversidade Biológica da ONU, o biólogo e documentarista canadense Jean Lemire e a sul-africana Kobie Brand, diretora do Conselho Internacional para as Iniciativas Ambientais Locais, estarão na capital paranaense de 6 a 9 de janeiro para a segunda Reunião de Curitiba sobre Cidades e Biodiversidade, organizada pelas Nações Unidas.
Será o primeiro grande encontro internacional sobre meio ambiente após o encerramento da Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP), em Copenhague, na Dinamarca. "Vamos avançar nas discussões sobre biodiversidade urbana e cidades sustentáveis, tema que será levado à próxima COP, em Nagoya, no Japão", explica o prefeito de Curitiba, Beto Richa, que abrirá a reunião. O encontro na capital também marcará o início das comemorações do Ano Internacional da Biodiversidade.
A indicação de Curitiba partiu de Djoghlaf. "A escolha reforça a importância de Curitiba na discussão de temas ambientais", diz Richa. Já confirmaram presença 43 autoridades de 16 países, entre elas, o miinistro do Desenvolvimento de Cingapura, Mah Bow Tan, e a secretária do Meio Ambiente do México, Martha Delgado Peralta. O Brasil será representado por Izabella Teixeira, secretária-executiva do Ministério do Meio Ambiente.

2ª Reunião de Curitiba sobre Cidades e Biodiversidade,
organizada pela ONU
6 a 9 de janeiro
Parque Barigui, Curitiba

Fonte: http://www.curitiba.pr.gov.br/publico/noticia.aspx?codigo=18251&Depois-de-Copenhague%2c-ONU-discutir%C3%A1-diversidade-biol%C3%B3gica-em-Curitiba

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

ENTREVISTA COM A T.O. FRANCESA ALINE TIXIER



Foto: Instituto de Formação de Terapia Ocupacional de Nancy (França)



1) Apresentação: Nome Completo, Idade, Cidade, País

Aline Tixier, 22 anos, Mulhouse, França

2)Em quem universidade você estuda?

Eu acabei de concluir meus estudos de terapia ocupacional no l'Institut de Formation en Ergothérapie - IFE ( Instituto de Formação em TO) em Nancy. Atualmente eu trabalho em Mulhouse.

3) Qual é a duração do curso?

Após meu vestibular, fiz um ano de Medicina para, ao final daquele ano, fazer um concurso. Enfim, nós temos 3 anos de estudos em TO.

4) Há, em média, quantos alunos por turma?

Nós éramos em 50 mais ou menos.

5) Como é a organização e a política do curso? Vocês realizam, por exemplo, discussões sobre os eventos atuais? Como estudantes vocês seguem algum partido político? Vocês participam do Congresso Nacional dos estudantes e outro da TO?

Sim, nós estudamos um pouco sobre a organização política. Possuímos aulas sobre a legislação francesa. Na França há a Associação Nacional dos Estudantes de TO (Association Nationale des Étudiants en Ergothérapie - UNAEE) que organiza um congresso a cada ano e temos também a Associação Francesa de TO (Association Nationale Française d'Ergothérapie: ANFE) destinada aos TO’s.

6) Vocês tinham um Centro Acadêmico? Como ele funcionava? O que ele fazia para os estudantes?

Haviam 2 delegados eleitos que representavam cada turma. Há também a Organização de Estudantes de TO da região de Lorraine. Os delegados organizam festas, eventos etc. e resolvem problemas que os estudantes têm com os professores. Entretanto nossa Escola é pequena portanto temos flexibilidade para termos reuniões e resolvermos os problemas direto com os professores ou com o diretor.

7) O seu Departamento de TO possui, em média, quantos professores atualmente?

Temos muitos professores. Temos aqueles TO’s que nos dão aula sobre geriatria, pediatria, neurologia, traumatologia etc. e também aula com médicos, um arquiteto, um fonoaudiológo, um oftalmologista e temos aula inclusive com um professor deficiente visual.

8) Como é o trabalho dos TO’s no sistema público de saúde de seu país?

Trabalhamos sobre prescrição médica. Há muitos poucos TO’s liberais, pois o sistema de saúde não reembolsa ações únicas do TO; o que está mudando com o tempo. Os TO’s trabalham em Institutos, Hospitais, Centros de Reeducação e Lar de Idosos, p. ex. Cada vez mais o número de TO’s aumenta e começamos a ser reconhecidos na França.


9) Como funciona o estágio em TO na sua universidade? Ele é obrigatório? Você pode fazer estágio por conta própria? Você recebe algum auxílio financeiro? Quais são os locais que você faz estágio?Quando você inicia o estágio?

Pela escola de Nancy, nós temos:
- no 1° ano: um estágio de observação de um mês
- no 2° ano:três estágios de prática de aproximadamente um mês e meio
- no 3° ano: três estágios de prática de aproximadamente um mês e meio
O departamento nos oferece os locais de estágio e nós escolhemos segundo nossa vontade. Recebemos bem pouca ajuda financeira e reembolso dos gastos que temos com transporte.

10) Seu curso ocorre em que período do dia?

Temos aulas o dia todo, das 8 as 18 horas, dependendo do dia.

11) Como é o sistema de saúde pública do seu país? Ele é universal?

Três quartos dos cuidados prestados são feitos por uma estrutura conhecida como seguro doença (ou seguridade social). Na França, nós temos a sorte de ter grande parte dos atendimentos suportados por esse sistema público.


11 )Quando você fala que é TO para alguém, a maioria das respostas é:

( ) Ein? ou
( ) Legal! Eu conheço essa profissão!

A resposta mais comum é: “Legal! Mas…o que é isso?”

12) Qual é o seu salário de TO aproximadamente? Ele é considerado bom no seu país para sobreviver? Você o considera bom para sobreviver?

O salário varia muito entre o setor público e privado. Um TO de um hospital público ganha mais ou menos 3.320 reais limpo (já descontado os impostos) enquanto que um TO que trabalha no setor privado ganha 4.090 reais limpo. No setor público, é um salário é considerado “normal” e no privado é considerado bom, mas não extraordinário.

15) Quais são as especialidades da TO em seu país de que você tem conhecimento?

A área de atuação é muito extensa: podemos trabalhar na área de pediatria, neurologia, traumato, geriatria, psiquiatria etc.

16) Quais são as tendências atuais na reabilitação do seu país, em outras palavras, quais as especialidades que estão em maior demanda para os TO’s?

As demandas estão crescendo na área geriátrica (seja num lar de idoso ou na reeducação de idosos). A área de pediatria se desenvolve também (sobretudo depois de uma lei ter exigido que as escolas adaptassem seu ambiente as crianças deficientes).

sábado, 21 de novembro de 2009

ENTREVISTA COM A TERAPEUTA OCUPACIONAL MINEIRA CRISTIANE RIBEIRO





1) Apresentação: Nome Completo, Idade, Cidade, País

Cristiane Regina Reis Ribeiro, 32 anos, Belo Horizonte, Minas Gerais, Brasil.

Aonde você se formou? Em quantos anos?

UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais).

2) Você fez Especializações, Pós, Mestrado ou Doutorado após a graduação?

Fiz uma especialização em Terapia Ocupacional em Saúde e Trabalho, também na UFMG, concluída no início de 2007.

3) Há quanto tempo você é TO?

Desde 2005.

4) Como era a organização política do curso? As aulas eram mais expositivas ou práticas?

No início do curso as aulas eram mais expositivas do que eu gostaria, e apenas ao final, com as disciplinas aplicadas e depois os estágios, é que o curso foi ficando mais prático. Havia também uma ênfase grande em pesquisa. Porém, como estudantes, sempre achamos que as aulas poderiam ter sido mais práticas e aplicadas à realidade desde o início - o que não afasta, no entanto, a importância de uma boa fundamentação teórica.

5) Como os TO’s se inserem nos sistemas de saúde de seu Estado/Cidade?

Considerando-se a real necessidade de serviços de Terapia Ocupacional em todas as áreas de atuação e os potenciais benefícios para a população, a inserção ainda é modesta, tanto em Minas Gerais como em Belo Horizonte. Muitos serviços que poderiam ter TOs ainda não têm (ou pior: têm profissionais que tentam fazer o nosso trabalho, sem a competência para isso) ou, quando contam com este profissional, geralmente é em número limitado, insuficiente para atender à demanda e garantir visibilidade. Aliás, se consideramos a diretriz de atenção integral à saúde, preconizada pelo SUS, vemos que o papel de um profissional como o TO é essencial para sua garantia. Além disso, a oferta de vagas em concursos é pequena e apresenta poucas vantagens.

6) Como é o trabalho do TO no sistema público de saúde de seu Estado/Cidade?

Algumas características do trabalho no sistema público são compartilhadas com outros profissionais da área de saúde, como remuneração e benefícios insuficientes aliados a uma carga horária que, em muitos casos, não respeita o disposto na legislação.

7) Qual a área em que o s TO’s de seu Estado/cidade mais trabalham?

Desenvolvimento infantil e saúde mental, seguidas pela área de geriatria, mas gostaria de ver também uma maior inserção e consolidação da TO na área de saúde do trabalhador. E, apesar de existirem bons profissionais na área de saúde física, especialmente em reabilitação da mão e membro superior, a visibilidade ainda é pequena, sendo uma área associada pela maioria da população apenas à fisioterapia.

Além disso, acho que a inserção da TO em instituições públicas ainda é menor do que a real demanda pelos serviços e também em relação ao número de profissionais que chegam ao mercado de trabalho.

8) Vem quais locais você trabalha ou já trabalhou?

Trabalho na Câmara Municipal de Belo Horizonte como Consultora em Saúde Pública.

9) Dentro de tudo aquilo que você conhece de TO no seu Estado/cidade há muita parceria dos TO’s com os outros profissionais de saúde?

Sim, mas isso também depende das características e da dinâmica do trabalho de cada instituição.

10) Quando você fala que é TO para alguém, a maioria das respostas é:

( ) Ein? ou

(x) Ah, legal, já ouvi falar! (falam isso, mas fazem cara de “Ein?”)

11) Qual é o seu salário de TO aproximadamente? Ele é considerado bom para quem vive em sua cidade? E você, o considera suficiente para viver?

Bem, o meu cargo não é específico de TO, e considero o salário satisfatório (mas não vou entrar em detalhes, rs).

12) Quais são as especialidades da TO em seu Estado/cidade de que você tem conhecimento?

Em Belo Horizonte, existem as especializações oferecidas pela UFMG (desenvolvimento infantil, geriatria, saúde do trabalhador e saúde mental), específicas para TO. A Faculdade de Ciências Médicas dispõe de especializações de interesse da TO, mas que são oferecidas também para outros profissionais (como Reabilitação de Membro Superior e Tecnologia Assistiva).

13) Qual pergunta você gostaria que te fizéssemos?

Sobre as perspectivas para a profissão a médio e longo prazo (aliás, não é uma pergunta fácil!). Pra falar a verdade, não tenho uma resposta pronta para isso: acho que o futuro da Terapia Ocupacional no Brasil passa por um momento crítico, no sentido de que as decisões a serem tomadas e as ações a serem colocadas em prática a curto prazo (por gestores, legisladores, profissionais, prestadores de serviços e instituições da área, entre outros) podem impactar e definir os rumos da profissão, a sua visibilidade e a sua consolidação. Como todos sabemos, ocorre uma tensão cada vez maior no mercado de trabalho, fruto da disputa entre áreas afins por fatias desse mercado – e, embora também saibamos da importância do nosso papel, é necessário que o trabalho apareça de maneira mais concreta e os profissionais se articulem e se mobilizem de fato para garantir - e ampliar - o seu lugar de direito.

14) Há algo mais que você gostaria de dividir conosco? Algum comentário, curiosidade ou informação pertinente a TO?

Apenas reforçar o que disse anteriormente: sabemos da importância da Terapia Ocupacional, dos seus benefícios e de como a formação de um TO o capacita a atuar com competência em diferentes áreas de atenção e de pesquisa. Já temos isso, o que é fundamental, mas não é suficiente – falta a articulação com outras instâncias da sociedade, do mercado e também as decisórias, para que esse trabalho se torne visível e o espaço de atuação se consolide. Outro fator importante neste processo é o aumento das publicações de TOs, ao proporcionar visibilidade para diferentes experiências e desenvolver o conhecimento, que deve ser sempre compartilhado. No final, todos ganham com isso: profissionais, clientes e sociedade.



sexta-feira, 6 de novembro de 2009

XII Conselho de Entidades Estudantis de Terapia Ocupacional


Caros acadêmicos,

Gostaríamos de agradecer a todos os participantes do XII CONEETO, evento realizado entre os dias 30 e 31 de outubro e 1 e 2 de novembro.

Nesta primeira vez que Curitiba recebe este evento de nível Nacional foram discutidos importantes assuntos como saúde, educação, opressões, crise econômica atual, Moviment Estudantil, reforma universitária, Fundações Estatais, TO em relação ao mundo do trabalho etc.

O principal objetivo do CONEETO é a articulação e troca de experiências entre os presentes.

Acreditamos que tal objetivo foi alcançado, uma vez que foi possível conhecer idéias e realidades novas e com elas aprender, (re)construindo, pessoalmente, nossos ideais e argumentos e (re)construindo, a nível de Entidade, um melhor Centro Acadêmico e uma melhor ExNETO para os acadêmicos de TO.

As conclusões a que chegamos no fim deste evento permitirão novos olhares da Terapia Ocupacional enquanto profissão que transforma realidades, além de novas maneiras de se portar como acadêmico ou professor.

Mais do que isso, nossas discussões permitirão com que possamos desenvolver argumentos que nos ajudem a transformar a realidade que nos cerca, seja ela em casa, na sala de aula, ou nos futuros locais de trabalho, tentando ao máximo, exercitar nosso papel enquanto cidadãos.

Sendo assim, agradecemos imensamente aos acadêmicos "estrangeiros" (como diz a Prof. Andréa), que até aqui viajaram para participar do XI CONEETO:

Carlos - da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE)
Isabel - da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG)
Jéssica - da Universidade de São Paulo (USP)
Júlia - da Universidade de São Paulo (USP)

Agradecemos aos acadêmicos da ExNETO (Executiva Nacional de Estudantes de TO) que nos representam nacionalmente, que possibilitaram este evento e que lutam por uma melhor formação universitária

Agradecemos aos acadêmicos da UFPR que prestigiaram o evento, sobretudo nas mesas de discussões.

Agradecemos aos estudantes de outros cursos que realizaram a abertura do evento com a mesa de discussões sobre opressões.

E agradecemos, mais uma vez, aos professores Alessandro Tomasi e Andrea Fedeger pelas contribuições e apoio dados.



MAS, PERAIIII, O QUE QUE TEVE NO XII CONEETO MESMO?????


BOM, NO CONEEETO TEVE...



DISCUSSÕES SOBRE RESPEITO DA CIVILIDADE E DO RESPEITO AO PRÓXIMO..



PIROGUI PRÁ QUEM NÃO SABIA O QUE ERA PIROGUI...




DISCUSSÕES E TURISMO NO JARDIM BOTÂNICO...




MESAS REDONDAS...




PROFESSOR AJUDANDO NAS DISCUSSÕES...


E SE DIVERTINDO NELAS TAMBÉM!!



TEVE TAMBÉM DISCUSSÕES SOBRE EDUCAÇÃO, SAÚDE , CRISE ECONÔMICA, ENADE, REUNI, A FORMAÇÃO CURRICULAR DOS CURSOS DE TO...




E DISCUSSÕES SOBRE O MOVIMENTO ESTUDANTIL , A TO NO MERCADO DE TRABALHO E A REALIDADE E CONCEPÇÕES DA PROFISSÃO PARA O PRÓPRIO TO E PARA SUA EQUIPE DE TRABALHO....


ALÉM DISSO O XII CONEETO TEVE ....


MUITAS RISADAS....


MUITOS ABRAÇOS....


ALGUM TEMPINHO PRÁ JOGAR CONVERSA FORA E RELAXAR...


MÚSICAS, CANTORIAS E AMIZADES...


COMIDA BOOOOOOOOOA....


E, SOBRETUDO.....



CONFRATERNIZAÇÃO!!!!


Obrigado a todos que participaram da contrução deste evento!!
Obrigado a todos que vieram prestigiá-lo!!

Obrigado,

Nicolle Lucena, Kelly Hellmann, Talita Pedrini, Kelly Esteves, Cassiano Robert, Priscilla Cordeiro, Renata Sloboda, Michelle Rodrigues e Morgana Loureiro,
Membros do Centro Acadêmico de Terapia Ocupacional da Universidade Federal do Paraná
CATO UFPR
Gestão Verbalize / 2009